Vivemos de perguntas, certo? Mas será que sempre achamos a resposta? Sempre! Mas com que convicção afirmo isso? Com a certeza de que respostas existem aos montes, o problema é que nem sempre são as corretas, ou as que queremos ouvir. Por que o mundo é assim? Por que poucos tem muito e muitos tem pouco? Por que Deus nos faz sofrer às vezes? Quando fazemos perguntas desafiamos alguém, e quando isso acontece desacomodamos algo que estava calmo, tranqüilo e que talvez possua a resposta correta, porém devemos saber como encontrá-la.
Essas respostas, certas ou erradas, tem que ser ditas, porém antes de tudo elas devem ser ouvidas com o pensamento livre de preconceitos. Como assim?
Quando desconhecemos determinado assunto, o que fazemos? elaboramos nossas perguntas e as repassamos para quem tem a propriedade de respondê-las? Ou apenas perguntamos e logo respondemos conforme achamos? Ou pior, questionamos o mundo a fim de que ele ocupe nosso pensamento com diferentes respostas? Fazendo isso chegamos num termo muito conhecido por todos: o senso comum. Este nos leva muitas vezes a criarmos respostas que mesmo não sendo as corretas, nos levam a algum lugar. Nós como seres humanos, nos contentamos com uma resposta e também contestamos com uma pergunta. E isso realmente nos acalma: uma resposta!
Madre Tereza de Calcutá certa vez falou: “- Você não tem o direito de sair da presença de alguém sem deixa-la melhor e mais feliz!” Essa frase mexe com a gente, ela não é uma pergunta, ela não é uma resposta. Ela é um ensinamento, uma lição. E essa lição é colocada em prática aqui na APAE, onde trabalham 25 profissionais das mais diferentes áreas. Aqui o professor, o professor de Educação Física, o de Artes, o Fisioterapeuta, o Fonoaudiólogo, o Assistente Social, o Pediatra, o Neurologista, o Pedagogo, o Psicólogo, o Terapeuta Ocupacional, o Secretário, o Motorista, a Direção e o pessoal dos Serviços Gerais, com certeza se esforçam ao máximo para não sair da presença dos alunos, dos pacientes e de seus familiares sem deixá-los melhor e mais felizes. E isso é tão simples assim?
Bem, entrando na APAE é difícil carregar seus problemas para lá. Porém sabemos o quanto somos importantes para cada um lá dentro, não conseguimos realizar nosso trabalho sem o auxílio dos outros profissionais. O termo “equipe” permeia nosso trabalho.
A APAE sempre primou pela qualidade, porém nunca esquecemos que vivemos num mundo cheio de problemas e carências que também fazem parte do nosso dia-a-dia. A mesma frustração que sentimos ao nos depararmos com os preços dos alimentos, a falta de sensibilidade das pessoas e tantos outros problemas, também notamos aqui, pois a busca pelo atendimento ideal de nossa clientela é constante, porém esbarramos em falta de espaço, de profissionais, limitação de horários que se adaptem aos alunos e pacientes, bem como carência de materiais adaptados para eles.
Inúmeros fatores nos fazem desistir, contudo há algo mais forte, que realmente nos desacomoda e que nos puxa até lá diariamente: o fato de ver a mão de nossos alunos estendida em nossa direção, ao ouvirmos o chamado de uma voz que sai com dificuldade ou até o abraço que é dado com tanta vontade e sinceridade.
Temos consciência de que nos falta muito para nos aproximarmos do ideal e também sabemos o quanto a sociedade canguçuense nos apoia e respeita. Nossos alunos já não passam despercebidos na rua, pois pouco a pouco constroem suas vidas visando sua valorização.
A APAE possui três linhas de trabalho, que ao se fundirem, objetivam a mesma meta: Saúde, Educação e Assistência Social. Dentro destes três eixos buscamos o desenvolvimento do indivíduo portador de deficiência, bem como procuramos conduzir o trabalho juntamente com as famílias, fazendo-os participar ativamente das atividades na escola e na medida do possível encontrar caminhos possíveis para que seus filhos tenham uma vida digna.
“Solidariedade: capacidade de se aderir à causa.”
Nesse caso, quem dentro desse contexto é mais solidário? A população em geral? A equipe que trabalha na APAE? Os pais e familiares dos alunos? Penso que o solidário esteja à nossa frente, mas mesmo assim tantas vezes não o enxergamos como ele realmente é. Nossos alunos têm a solidariedade presa a eles desde que nascem e é com eles que aprendemos dia-a-dia o que realmente eles precisam. São solidários a partir do momento que entendem que somos leigos quando o assunto é deficiência. São solidários quando vêem que nem sempre conseguimos tomar a atitude correta frente à realidade.
Eles nem sempre precisam de “colo”!
Eles nem sempre precisam ganhar tudo porque são como são!
Eles nem sempre precisam ouvir um sim!
Querem ser conduzidos!
Querem conquistar com dedicação!
Querem aprender que um “não” também os faz crescer!
Talvez falte a nós, solidários também que somos, analisar o que o nosso próximo precisa para crescer e se desenvolver. Não devemos dar o peixe, mas sim ensinar a pescar; se não sabemos vamos encontrar alguém que o faça. Solidariedade é isso: saber que o que preciso é vontade de ajudar e humildade para reconhecer que não basta apenas questionar sem saber o que realmente está acontecendo. Precisamos de algo além do questionamento. Talvez a confiança em seres humanos que apesar de não serem perfeitos buscam um bom resultado em seu trabalho. Se a realidade os impede, colaboremos para a melhora.
Com certeza todos sairemos ganhando, mas nosso sempre querido aluno, ganhará muito mais!
A APAE está de portas abertas para toda a comunidade canguçuense, será um privilégio receber cada cidadão preocupado com o desenvolvimento de nosso aluno, bem como tirar dúvidas quanto ao nosso funcionamento e organização desta instituição. Prezamos sempre pela clareza, e pela objetividade do nosso trabalho e contamos com a solidariedade de todos para que alcancemos nossa meta.
Essas respostas, certas ou erradas, tem que ser ditas, porém antes de tudo elas devem ser ouvidas com o pensamento livre de preconceitos. Como assim?
Quando desconhecemos determinado assunto, o que fazemos? elaboramos nossas perguntas e as repassamos para quem tem a propriedade de respondê-las? Ou apenas perguntamos e logo respondemos conforme achamos? Ou pior, questionamos o mundo a fim de que ele ocupe nosso pensamento com diferentes respostas? Fazendo isso chegamos num termo muito conhecido por todos: o senso comum. Este nos leva muitas vezes a criarmos respostas que mesmo não sendo as corretas, nos levam a algum lugar. Nós como seres humanos, nos contentamos com uma resposta e também contestamos com uma pergunta. E isso realmente nos acalma: uma resposta!
Madre Tereza de Calcutá certa vez falou: “- Você não tem o direito de sair da presença de alguém sem deixa-la melhor e mais feliz!” Essa frase mexe com a gente, ela não é uma pergunta, ela não é uma resposta. Ela é um ensinamento, uma lição. E essa lição é colocada em prática aqui na APAE, onde trabalham 25 profissionais das mais diferentes áreas. Aqui o professor, o professor de Educação Física, o de Artes, o Fisioterapeuta, o Fonoaudiólogo, o Assistente Social, o Pediatra, o Neurologista, o Pedagogo, o Psicólogo, o Terapeuta Ocupacional, o Secretário, o Motorista, a Direção e o pessoal dos Serviços Gerais, com certeza se esforçam ao máximo para não sair da presença dos alunos, dos pacientes e de seus familiares sem deixá-los melhor e mais felizes. E isso é tão simples assim?
Bem, entrando na APAE é difícil carregar seus problemas para lá. Porém sabemos o quanto somos importantes para cada um lá dentro, não conseguimos realizar nosso trabalho sem o auxílio dos outros profissionais. O termo “equipe” permeia nosso trabalho.
A APAE sempre primou pela qualidade, porém nunca esquecemos que vivemos num mundo cheio de problemas e carências que também fazem parte do nosso dia-a-dia. A mesma frustração que sentimos ao nos depararmos com os preços dos alimentos, a falta de sensibilidade das pessoas e tantos outros problemas, também notamos aqui, pois a busca pelo atendimento ideal de nossa clientela é constante, porém esbarramos em falta de espaço, de profissionais, limitação de horários que se adaptem aos alunos e pacientes, bem como carência de materiais adaptados para eles.
Inúmeros fatores nos fazem desistir, contudo há algo mais forte, que realmente nos desacomoda e que nos puxa até lá diariamente: o fato de ver a mão de nossos alunos estendida em nossa direção, ao ouvirmos o chamado de uma voz que sai com dificuldade ou até o abraço que é dado com tanta vontade e sinceridade.
Temos consciência de que nos falta muito para nos aproximarmos do ideal e também sabemos o quanto a sociedade canguçuense nos apoia e respeita. Nossos alunos já não passam despercebidos na rua, pois pouco a pouco constroem suas vidas visando sua valorização.
A APAE possui três linhas de trabalho, que ao se fundirem, objetivam a mesma meta: Saúde, Educação e Assistência Social. Dentro destes três eixos buscamos o desenvolvimento do indivíduo portador de deficiência, bem como procuramos conduzir o trabalho juntamente com as famílias, fazendo-os participar ativamente das atividades na escola e na medida do possível encontrar caminhos possíveis para que seus filhos tenham uma vida digna.
“Solidariedade: capacidade de se aderir à causa.”
Nesse caso, quem dentro desse contexto é mais solidário? A população em geral? A equipe que trabalha na APAE? Os pais e familiares dos alunos? Penso que o solidário esteja à nossa frente, mas mesmo assim tantas vezes não o enxergamos como ele realmente é. Nossos alunos têm a solidariedade presa a eles desde que nascem e é com eles que aprendemos dia-a-dia o que realmente eles precisam. São solidários a partir do momento que entendem que somos leigos quando o assunto é deficiência. São solidários quando vêem que nem sempre conseguimos tomar a atitude correta frente à realidade.
Eles nem sempre precisam de “colo”!
Eles nem sempre precisam ganhar tudo porque são como são!
Eles nem sempre precisam ouvir um sim!
Querem ser conduzidos!
Querem conquistar com dedicação!
Querem aprender que um “não” também os faz crescer!
Talvez falte a nós, solidários também que somos, analisar o que o nosso próximo precisa para crescer e se desenvolver. Não devemos dar o peixe, mas sim ensinar a pescar; se não sabemos vamos encontrar alguém que o faça. Solidariedade é isso: saber que o que preciso é vontade de ajudar e humildade para reconhecer que não basta apenas questionar sem saber o que realmente está acontecendo. Precisamos de algo além do questionamento. Talvez a confiança em seres humanos que apesar de não serem perfeitos buscam um bom resultado em seu trabalho. Se a realidade os impede, colaboremos para a melhora.
Com certeza todos sairemos ganhando, mas nosso sempre querido aluno, ganhará muito mais!
A APAE está de portas abertas para toda a comunidade canguçuense, será um privilégio receber cada cidadão preocupado com o desenvolvimento de nosso aluno, bem como tirar dúvidas quanto ao nosso funcionamento e organização desta instituição. Prezamos sempre pela clareza, e pela objetividade do nosso trabalho e contamos com a solidariedade de todos para que alcancemos nossa meta.
Autor: Prof. Luis Lopes
quer publicar seu artigo, crônica, sugerir uma pauta? entre em contato através do email: gutopinz@yahoo.com.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário