Foto: Paulo Azambuja
Da esquerda para direita: Carlos Machado, José Nunes, Túlio Martins, Prof. Jairo Sanguiné e Amiele Almeida
Da esquerda para direita: Carlos Machado, José Nunes, Túlio Martins, Prof. Jairo Sanguiné e Amiele AlmeidaVocê acha correto um açougueiro realizar uma operação em um parente seu em um hospital? Ou quem sabe um vizinho seu que não sabe ler nem escrever ser seu advogado em uma causa onde a sua liberdade estiver em jogo? Com certeza sua resposta foi não! Pois graças à regulamentação destas profissões, e dos grupos que regulam estas profissões, como o caso da OAB no Direito, que não existem estes problemas.
Mas em relação à mídia não há nenhuma entidade que lute pela profissão. Este foi um dos temas apontados como o grande problema, junto com a falta de discutir o assunto “mídia” no Brasil, para o processo existente no Supremo Tribunal Federal (STF) que sugere não ser necessário o diploma de Jornalista para o exercício da profissão. Este verdadeiro absurdo é discutido desde 2001 e está trancado entre os processos do STF para um julgamento ainda sem data.
Para discutir este assunto e mobilizar as classes estudantis e docentes, a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) realizou palestras na noite de sexta-feira (22) no auditório do Campus II da UCPEL, na faculdade de Comunicação Social, com presença do desembargador Túlio de Oliveira Martins e da vice-presidente da FENAJ Aniela Almeida, além do presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, José Nunes, e do diretor do Sindicato em Pelotas, Carlos Machado. A coordenação dos debates ficou por conta do diretor do curso de Comunicação da UCPEL, Jairo Sanguiné.
A primeira a usar da palavra foi à jornalista Aniela, que colocou com muita clareza o que realmente acontece. Explicou que o processo foi gerado a partir de um pedido do Sindicato Patronal de rádio e TV do Estado de São Paulo, que alega que sem o diploma a comunicação seria mais “democrática”. Aniela explicou que quem democratiza a informação é justamente o jornalista formado, que ouve os dois lados, não opina, e mostra os fatos reais. Ela também colocou por terra o fato de que algumas pessoas usam o fato do valor das faculdades não serem acessíveis e de que o ensino não é dos melhores. Para ela, na questão financeira hoje existem vários programas sociais que incentivam o ingresso na faculdade e na questão do ensino já existe um protocolo no MEC pedindo análise nas faculdades sobre a qualidade do ensino.
“Imaginem qualquer um escrevendo o que quer, eu falo mal de um, o um fala mal de mim, sem a qualidade técnica necessária. Imaginem o que viraria. Será que seria realmente democratização ou banalização da mídia? Será que os proponentes da ação pensam no cidadão ou em ganhar mais em cima de pessoas não qualificadas?” disse.
Já o Desembargador e jornalista Túlio Martins disse achar absurda a idéia da desregulamentação da profissão. Com uma argumentação bem lógica, ele citou vários grandes nomes do jornalismo, como Mario Quintana, por exemplo, eu nunca tiveram formação, mas em um tempo em que não existiam os cursos.
“O Mario Quintana era genial no que fazia, sem ter estudado. Mas quantos “Marios Quintana” existiram? Eu só conheci um. O próprio. Se não fosse importante passar 4 anos em uma faculdade estudando para ter qualificação necessária, não existiriam os cursos” disse. Ele comparou diversas vezes a obrigatoriedade para outras classes, o que seria um exemplo para a comunicação.
“Quer dizer que agora eu posso operar o crânio do meu vizinho, se não precisa de estudo de diploma? É simples assim?” perguntou a platéia atenta.
Ao fim foi aberta a participação dos alunos que fizeram várias perguntas aos palestrantes. No encerramento foi firmado o compromisso com os presentes de levar esta discussão para a sociedade civil, já que a grande mídia, interessada na queda do diploma, não faz questão disso.
Mas em relação à mídia não há nenhuma entidade que lute pela profissão. Este foi um dos temas apontados como o grande problema, junto com a falta de discutir o assunto “mídia” no Brasil, para o processo existente no Supremo Tribunal Federal (STF) que sugere não ser necessário o diploma de Jornalista para o exercício da profissão. Este verdadeiro absurdo é discutido desde 2001 e está trancado entre os processos do STF para um julgamento ainda sem data.
Para discutir este assunto e mobilizar as classes estudantis e docentes, a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) realizou palestras na noite de sexta-feira (22) no auditório do Campus II da UCPEL, na faculdade de Comunicação Social, com presença do desembargador Túlio de Oliveira Martins e da vice-presidente da FENAJ Aniela Almeida, além do presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, José Nunes, e do diretor do Sindicato em Pelotas, Carlos Machado. A coordenação dos debates ficou por conta do diretor do curso de Comunicação da UCPEL, Jairo Sanguiné.
A primeira a usar da palavra foi à jornalista Aniela, que colocou com muita clareza o que realmente acontece. Explicou que o processo foi gerado a partir de um pedido do Sindicato Patronal de rádio e TV do Estado de São Paulo, que alega que sem o diploma a comunicação seria mais “democrática”. Aniela explicou que quem democratiza a informação é justamente o jornalista formado, que ouve os dois lados, não opina, e mostra os fatos reais. Ela também colocou por terra o fato de que algumas pessoas usam o fato do valor das faculdades não serem acessíveis e de que o ensino não é dos melhores. Para ela, na questão financeira hoje existem vários programas sociais que incentivam o ingresso na faculdade e na questão do ensino já existe um protocolo no MEC pedindo análise nas faculdades sobre a qualidade do ensino.
“Imaginem qualquer um escrevendo o que quer, eu falo mal de um, o um fala mal de mim, sem a qualidade técnica necessária. Imaginem o que viraria. Será que seria realmente democratização ou banalização da mídia? Será que os proponentes da ação pensam no cidadão ou em ganhar mais em cima de pessoas não qualificadas?” disse.
Já o Desembargador e jornalista Túlio Martins disse achar absurda a idéia da desregulamentação da profissão. Com uma argumentação bem lógica, ele citou vários grandes nomes do jornalismo, como Mario Quintana, por exemplo, eu nunca tiveram formação, mas em um tempo em que não existiam os cursos.
“O Mario Quintana era genial no que fazia, sem ter estudado. Mas quantos “Marios Quintana” existiram? Eu só conheci um. O próprio. Se não fosse importante passar 4 anos em uma faculdade estudando para ter qualificação necessária, não existiriam os cursos” disse. Ele comparou diversas vezes a obrigatoriedade para outras classes, o que seria um exemplo para a comunicação.
“Quer dizer que agora eu posso operar o crânio do meu vizinho, se não precisa de estudo de diploma? É simples assim?” perguntou a platéia atenta.
Ao fim foi aberta a participação dos alunos que fizeram várias perguntas aos palestrantes. No encerramento foi firmado o compromisso com os presentes de levar esta discussão para a sociedade civil, já que a grande mídia, interessada na queda do diploma, não faz questão disso.
Um comentário:
Acho que cada tem que ficar no seu quadrado, já imaginaram médico, advogado como jornalista, que cada um exerça sua profissão, quando for matéria especifica que necessite auxilio técnico pode ser feito através de colaboração. Se não que cada publique suas idéias nos veículos da entidade. Se não estuder pra que, formar-se em jornalismo pra que?
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