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15 março 2009

Ambulancioterapia é tema de reportagem da ZH

O Jornal Zero Hora deste Domingo (15) traz uma reportagem especial no caderno Geral sobre a chamada "ambulancioterapia". O termo serve para descrever o método adotado pelas prefeituras do interior do Estado, que mandam pacientes para tratamentos especializados em Porto Alegre (POA). Canguçu é um dos municípios que adota a prática, e é citada na matéria na página 34 da edição dominical, com uma equipe que acompanhou o drama dos Canguçuenses que partiram de nossa cidade rumo a POA, caminho feito diariamente por vários moradores de nossa cidade. Mas isto é culpa das prefeituras? Óbvio que não. É culpa de um sistema falho de saúde que não regionaliza os serviços de atendimento básico, qualificando o atendimento, o que evitaria a demanda a capital.
Segundo a matéria hoje 45% das consultas realizadas em hospitais especializados em POA são de pacientes do interior. A seguir o vídeo feito pela equipe durante a matéira:











Veja o print de um trecho da matéria que cita Canguçu:



Depois de testemunhar a chegada dos pacientes do interior a oitos hospitais, Zero Hora acompanhou o micro-ônibus a serviço da prefeitura de Canguçu recolher os pacientes que havia deixado na manhã do mesmo dia ou em dias anteriores em estabelecimentos de saúde da Capital. Das 14h30min às 16h30min, o veículo passou por sete hospitais onde embarcaram 23 pessoas.
Nenhuma delas havia viajado mais de quatro horas até Porto Alegre em busca de algum procedimento de alta complexidade. Em sua maioria, tratava-se de pacientes cm consulta marcada com especialistas como oftalmologistas, urologistas e ginecologistas. Esses pacientes afirmaram que dão preferência aos hospitais porto-alegrenses em detrimento de centros regionais mais próximos como Pelotas, por conseguirem atendimento mais rapidamente e de melhor qualidade. Por isso, percorrem 269 quilômetros – distância 10 vezes superiores à vizinha Pelotas – e se somam aos milhares de gaúchos de todas as regiões do Estado submetidos à ambulancioterapia.



Ivone Duarte, 52 anos, e Sabino Duarte, 55 anos. (4 e 5)
Há Cerca de dois anos, o mundo do agricultor de Canguçu empalideceu. O Avanço da catarata lhe comprometeu a visão e o impediu de trabalhar. Na terça-feira, as imagens voltaram a ter cores e formas definidas graças a primeira de duas cirurgias oftalmológicas que realizará em Porto Alegre. A mulher, a seu lado, lutava contra o balanço do micro-ônibus para pingar-lhe algumas gotas de colírio.
Sentado na poltrona do micro-ônibus, com os olhos arregalados como se quisessem observar toda a luz possível, Sabino mal controlava a emoção:
- Depois de tanto tempo com essa dificuldade, voltar a enxergar é muito bom – balbuciou.



Renata Cardoso, 24 anos, Mari Terezinha de Oliveira Cardoso, 45 anos

Aos 45 anos, pela primeira vez Mari Terezinha se afasta da região da Canguçu para uma viagem. Conhece a Capital pela janelinha do micro-ônibus que a trouxe para consultar com um urologista no Hospital São Lucas da PUCRS. Não fosse a necessidade de encontrar um médico especialista, talvez jamais conhecesse Porto Alegre.
- Não gosto de viajar. Antes de hoje o mais longe que tinha ido era de Canguçu a Rio Grande. Mas achei a cidade maravilhosa, cheia de carros nas ruas – admirou-se, acompanhada pela filha, Renata.
No dia 22 de Abril, Mari Terezinha terá outra oportunidade de conhecer um pouco melhor a metrópole: deverá enfrentar novamente as mais de quatro horas de viagem para uma nova consulta e apresentação de exames.



16 - Patrícia Pinto, 19 anos

A jovem procurou pela primeira vez o Hospital São Lucas da PUCRS para começar um tratamento urológico. A reconsulta foi marcara para 3 meses depois.

18 - João André Peter da Cruz, 42 anos

Fez um transplante de rim a 4 meses e de dois em dois meses vai a santa casa para fazer consulta de revisão. Começou a fazer essas viagens há cinco anos, quando ainda realizava hemodiálise.

20 e 21 - Maria Helena Almeida, 39 anos e Tainan Lopes, 16 anos

Mãe e Filho viajaram para Porto Alegre a fim de consultar um ortopedista de uma clínica e preparar um colete sob medida devido a um problema na coluna.

9 comentários:

Anônimo disse...

Augusto tem sim uma matéria falando a respeito do transporte da saúde de canguçu ta no ZEROHORA nas paginas 32,33,34

Jornalista Augusto Pinz - MTB/RS 16.152 disse...

Opa...valeu nao vi a edição impressa so no Clic RBS..vou conferir..obrigado

Anônimo disse...

Que hove Augusto? não estás querendo que pare as ambulancias de quem vai de canguçu para POA não é mesmo , ou tu acha que este pessoal teria outra solução se nao esta de a prefeitura faz.
Levar este passoal até porto e traze-los de volta sem custo nenhum e com consulta marcada
por favor cfe tu disse na matéria acima que nao tinha lido todas as paginas de ZH e pediu desculpas, expoe tua opiniao aqui caso contrário estas dando um paecer contrario..
abraço

Jornalista Augusto Pinz - MTB/RS 16.152 disse...

Nada a ver...
o que eu acho é que estes exames e medicos deviam ter atendimento aqui..evitaria o risco da viagem ou to errado?
Ou até Pelotas...mas é culpa do sistema nao de quem viaja e precisa. Eu mesmo ja viajei..queria ter sido atendido aqui nao la.

Anônimo disse...

Ao segund anonimo..
MAS TU É BURRO HEIM
a reportagem ta dizendo que isso é errado..OU TU ENTENDEU QUE É ALGO BOM?
É o fim nao ter medico na cidade e ir tirar a vaga das pessoas de POA que também precisam das consultas.
tem que ter o atendimento na cidade ou regionalizado...mas andar 290 km por um atendimento..pelamordedeus..
A prefeitura faz um bom papel levando mas não é o certo de MANEIRA ALGUMa

Anônimo disse...

Hoje e amanha não tem pediatra no postão em Canguçu, então crianças não adoeçam nestes dias.

Anônimo disse...

Médico é humano, tambem tem o direito de adoecer ou nao.

Anônimo disse...

vereador Madri preocupado com as viagem para porto alegre,como era o ano passado.VEREADOR QUER QUE PARE AS VIAGEM,ELE E DR.FERNANDO GOMES,POBRE POVO COM ESSA DUPLA UNIDOS.

Anônimo disse...

UMA PERGUNTA AO ANONIMO AI DE CIMA QUANDO NÃO HAVIA PEDIATRA NA REDE PUBLICA QUEM ATENDIA AS CRIANÇAS?