O Diário da Justiça Eletrônico publicou, na capa de sua edição nº 162/2008, desta sexta-feira, a Súmula Vinculante nº 13, que proíbe a prática do nepotismo nos três poderes da União. Dessa forma, a norma passa a vigorar a partir desta data.
Com a publicação da súmula, passa a ser possível contestar, no Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de reclamação, a contratação de parentes para cargos da administração pública direta e indireta no Judiciário, no Executivo e no Legislativo de todos os níveis da federação.
A íntegra do texto informa que “a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica, investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança, ou, ainda, de função gratificada na Administração Pública direta e indireta, em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal”.
A decisão de editar a Súmula foi tomada na sessão plenária do último dia 21, por unanimidade. De acordo com o STF, o dispositivo tem de ser seguido por todos os órgãos públicos e, na prática, proíbe a contratação de parentes de autoridades e de funcionários para cargos de confiança, de comissão e de função gratificada no serviço público.
A súmula também veda o nepotismo cruzado, que ocorre quando dois agentes públicos empregam familiares um do outro como troca de favor. Ficam de fora do alcance da súmula os cargos de caráter político, exercido por agentes políticos: ministro de Estado, secretário estadual e secretário municipal. As informações são do STF.
FONTE: ClicRBS
Um comentário:
Porque diminuir o numero de vereadores, e não diminuir o valor repassado as camaras municipais (e privar alguns setores ou locais de terem seu representante no legislativo)?
Porque proibir o nepotismo, e não coibir à criação de cargos sem utilidade para o orgão publico (se é lá que parentes são colocados, para exercer função)?
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