Com o olhar fixo e sem foco,
Na imagem turva que ele capta,
Não estou aqui,
A imaginação ultrapassa as
Fronteiras deste bar,
Como será o amanhã,
Para mim e para você,
Procuramos aquilo que nos
encha de alegria,
Coisas prazerosas em comum,
Pisando em brasas encontro
várias encruzilhadas,
E efêmero tempo dentro
Das ampulhetas divinas,
Sempre acaba,
Diga-me qual a capacidade
de sonhar de cada um
com quem você anda,
Que direi se você tem asas
escondidas para tentar sair
deste abismo.
Fabiano Terres Matte - Canguçu/RS
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